quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008


Teus olhosOlhos do meu Amor! Infantes loiros Que trazem os meus presos, endoidados! Neles deixei, um dia, os meus tesouros: Meus anéis, minhas rendas, meus brocados. Neles ficaram meus palácios moiros, Meus carros de combate, destroçados, Os meus diamantes, todos os meus ouros Que trouxe Além-Mundos ignorados! Olhos do meu Amor! Fontes... Cisternas... Enigmáticas campas medievais... Jardins de Espanha... Catedrais eternas... Berço vindo do Céu à minha porta... Ó meu leito de núpcias irreais!... Meu sumptuoso túmulo de morta!... Flor Bela Espanca

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