quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008


Diamante fulgido Com a décima segunda badalada o ponteiro do relógio se cala O silencio corta a noite deixando apenas o som de um violoncelo Um desejo abissal possui o jovem poeta Ao vislumbrar os olhos de sua jóia ele jamais havia visto algo tão belo O crescente som tonante ditando as batidas do seu peito Minuto após minuto um lépido coração Você um diamante fulgido do mais raro brilho Capaz de ofuscar olhares e causar o que se chama paixão O amante das letras colocando seus sentimentos na ponta de uma pena Para tentar traduzir o coração pulsante Pensando no sabor do mais puro mel, imaginando o gosto dos lábios de sua amada O induzindo ao amor lancinante Com a décima segunda badalada o ponteiro do relógio se cala Um desejo abissal possui o jovem poeta A vontade que sua voz cessasse aos lábios de seu diamante fulgido .

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