quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008


Cabelos como a mais densa noite e face digna dos deuses Por entre as noites febris de insônia provo o gosto puro do ópio Para tentar de ver mesmo que esconsa na escuridão Meu devaneio onírico O berço do amor se alimentando do brilho dos seus olhos e ansiando por paixão Um coração negro e adornado de corvos se torna vivo Mas mesmo assim ainda chora lágrimas de carmesim Nunca lhe daria uma rosa pois perto de você ela murcharia entristecida Secaria como se não houvesse vida Perto de você a narcisista rosa perceberia que a beleza das rosáceas é ínfima diante da sua Jovem de olhar régio Na céu existe uma estrela para cada vez que pensei em você Te amo mas porque você nunca vê ? Você dama de cabelos negros sempre será minha eterna rosa em um domo de vidro Bela e intocável .


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